Estou grávida… e agora? banner
Artículo desarrollado en colaboración con:

Estou grávida… e agora?

Descobriu que está grávida?

Descubra o guia Zippy que ajuda a perceber a gravidez, mês a mês: o que sentir, o que esperar do bebé e dicas importantes em cada fase, do 1.º ao 9.º mês.

Descobrir que está grávida pode trazer consigo uma mistura de emoções: alegria, surpresa, ansiedade e um verdadeiro turbilhão de dúvidas. O que vai sentir? O que é normal? Que cuidados deve ter? Quando deve marcar a primeira consulta? E como começar a preparar-se para a chegada do bebé?

Este guia acompanha a gravidez mês a mês, do 1.º ao 9.º, com os sintomas mais frequentes, o desenvolvimento do bebé e os principais cuidados a ter em cada fase. É um primeiro ponto de apoio para quem acabou de descobrir que está grávida, sempre com uma recomendação essencial: cada gravidez é única e o acompanhamento do seu enfermeiro especialista em saúde materna, médico ou obstetra é indispensável.

Estou grávida… e agora?
Estou grávida… e agora?

Antes de começar: a gravidez conta-se em semanas:

Embora este guia esteja organizado por meses para ser mais simples de acompanhar, na prática clínica a gravidez é acompanhada sobretudo em semanas de gestação. A contagem começa, por convenção, no primeiro dia da última menstruação, o que significa que, quando faz um teste positivo, pode já estar,
em muitos casos, com cerca de 4 semanas de gestação.

As datas dos exames e algumas alterações que descrevemos podem variar de mulher para mulher. Por isso, use este guia como um mapa geral e confirme sempre as datas e recomendações com o profissional de saúde que acompanha a sua gravidez.

Antes de entrarmos mês a mês, há alguns passos importantes a dar logo no início:

1. Marque a primeira consulta de vigilância da gravidez.

O acompanhamento pré-natal permite confirmar a gravidez, calcular a idade gestacional, avaliar a sua saúde e planear os exames e rastreios adequados. Confirme a suplementação, como por exemplo o ácido fólico que é particularmente importante no início da gravidez e reveja os medicamentos que toma. Não inicie, suspenda ou altere medicamentos ou suplementos por iniciativa própria. Mesmo medicamentos de venda livre e produtos “naturais” devem ser discutidos com um profissional de saúde.

2. Evite álcool, tabaco, nicotina e drogas recreativas.

Se tiver dificuldade em deixar de fumar ou consumir alguma substância, fale com o seu médico ou
enfermeiro.

3. Tenha atenção à alimentação e às bebidas.

Durante a gravidez existem alguns alimentos que devem ser evitados ou consumidos com precaução, devido ao risco de infeções alimentares ou à exposição a determinadas substâncias. A cafeína deve também ser limitada.

E, acima de tudo, não precisa de ter todas as respostas no primeiro dia. Há tempo para preparar cada etapa.

A gravidez, mês a mês

1.º mês de gravidez: a descoberta

É frequente só se dar conta da gravidez perto do final deste primeiro mês, quando a menstruação não aparece. Como a gravidez é contada a partir do primeiro dia da última menstruação, no momento em que faz um teste positivo é possível que já esteja com cerca de 3 a 4 semanas de gestação.

Nesta fase, o embrião está a iniciar um processo extraordinário de desenvolvimento, enquanto o organismo começa a adaptar-se às alterações hormonais da gravidez.

O que pode sentir:
Pode notar atraso menstrual, sensibilidade ou aumento da tensão mamária, cansaço, maior frequência urinária ou náuseas ligeiras. Algumas mulheres podem também ter pequenas perdas de sangue no início da gravidez.

E há algo importante a lembrar: algumas mulheres praticamente não sentem sintomas nesta fase. Isso, por si só, não significa que exista algum problema.

2.º mês da gravidez: os primeiros sintomas

É nesta fase que as náuseas e os vómitos se tornam mais frequentes para muitas grávidas. E apesar do nome “enjoos matinais”, podem acontecer a qualquer hora do dia. O olfato e o paladar podem tornar-se mais sensíveis e alguns cheiros ou alimentos que antes eram perfeitamente toleráveis podem passar a provocar náuseas.

O que pode sentir:

Náuseas, vómitos, aversão a determinados cheiros ou alimentos, cansaço intenso, alterações de humor e maior sensibilidade mamária são queixas frequentes. A barriga ainda não é, geralmente, muito visível.

O que fazer agora?

Fazer refeições pequenas e mais frequentes, evitar ficar muitas horas sem comer e identificar os alimentos ou cheiros que desencadeiam as náuseas pode ajudar. Se os vómitos forem intensos ou se não conseguir manter alimentos ou líquidos, não espere pela próxima consulta: fale com o seu médico ou procure avaliação.

3.º mês da gravidez: o fim do primeiro trimestre

À medida que se aproxima o final do primeiro trimestre, algumas grávidas começam finalmente a sentir alívio das náuseas e do cansaço. Para outras, os sintomas podem persistir durante mais tempo — cada gravidez tem o seu próprio ritmo.

Nesta fase, as principais estruturas e órgãos do bebé já estão formados, mas continuam a desenvolver-se e a amadurecer ao longo da gravidez.

O que pode sentir:

Os enjoos podem começar a diminuir, embora isso não aconteça com todas as mulheres. O cansaço pode continuar e a necessidade de urinar com mais frequência é comum.

O que fazer agora?

É habitualmente nesta fase que acontece o rastreio combinado: idade materna + análises + ecografia do primeiro trimestre, realizada numa janela específica de semanas de gestação. Em Portugal, a DGS enquadra esta ecografia entre as 11 e as 13 semanas + 6 dias. Este rastreio, estima o risco de determinadas alterações cromossómicas. É importante lembrar que um teste de rastreio indica uma probabilidade e não constitui, por si só, um diagnóstico.

Confirme com o seu médico quais os exames indicados para si e em que datas devem ser realizados.

4º mês da gravidez: a energia começa a voltar

Bem-vinda ao segundo trimestre.

Para muitas grávidas, esta fase traz uma melhoria das náuseas e do cansaço e uma sensação de maior energia. Mas não existe uma experiência “certa” de gravidez: algumas mulheres continuam a sentir desconforto ou cansaço. A barriga começa também a tornar-se progressivamente mais visível.

O que pode sentir:

Mais disposição, alterações do apetite, crescimento da barriga e, por vezes, alterações da pele ou do cabelo. Algumas mulheres podem começar a notar uma linha mais escura no centro da barriga ou outras alterações cutâneas associadas
à gravidez.

O que fazer agora?

Com os primeiros meses ultrapassados, pode começar a pensar no enxoval do bebé com mais calma e sem a pressão de ter tudo pronto de uma vez.

👉 Descubra o guia e lista de essenciais para o enxoval do bebé 👈

E se ainda não se juntou ao ZY Together, esta pode ser uma boa altura para o fazer e aproveitar os benefícios exclusivos Baby Zippy.

💛 Junte-se ao ZY Together 💛

5º mês da gravidez: os primeiros movimentos

Este é, para muitas grávidas, um dos momentos mais especiais da gravidez: começar a sentir o bebé mexer.

Os primeiros movimentos podem parecer muito subtis — uma espécie de “borbulhar”, pequenas ondas ou leves toques. Muitas mulheres começam a senti-los entre as 16 e as 24 semanas, embora numa primeira gravidez possam ser reconhecidos mais tarde.

O que pode sentir:

Os primeiros movimentos do bebé, uma barriga cada vez mais visível e, por vezes, algum desconforto lombar ou pélvico à medida que o corpo se adapta à gravidez.

O que fazer agora?

É habitualmente nesta fase que se realiza a ecografia morfológica, destinada a avaliar detalhadamente a anatomia e o desenvolvimento do bebé. Em Portugal, esta ecografia é habitualmente realizada entre as 20 e as 22 semanas + 6 dias. Confirme sempre a data do exame com o profissional que acompanha a sua
gravidez.

E, à medida que começa a reconhecer os movimentos do bebé, vá percebendo também o seu padrão habitual. Mais tarde, uma alteração significativa desse padrão será algo a que deverá estar atenta.

6.º mês da gravidez: o corpo continua a mudar.

O bebé continua a crescer e o corpo adapta-se cada vez mais à gravidez. Nesta fase podem surgir diferentes desconfortos, alguns muito comuns e outros que devem ser discutidos na consulta. Algumas grávidas começam também a sentir contrações de Braxton Hicks: contrações geralmente irregulares e pouco ou nada dolorosas que podem tornar-se mais frequentes à medida que a gravidez avança.

O que pode sentir:

Inchaço ligeiro dos pés e tornozelos, azia, obstipação, cãibras nas pernas, dores lombares e uma barriga cada vez mais presente no dia a dia.

O que fazer agora?

É uma boa altura para começar a informar-se sobre o parto, a amamentação e os cuidados ao recém-nascido. Pode também começar a preparar, sem pressa, algumas das coisas que vai querer ter consigo nas últimas semanas.

💕 Descubra o artigo desenvolvido pela enfermeira Carla Pires, parceira do ZY Together, sobre as realidades da amamentação que fazem a diferença — um bom ponto de partida para começar a preparar-se para esta nova etapa. 💕

Se notar inchaço súbito ou muito marcado, sobretudo acompanhado de dor de cabeça intensa, alterações da visão ou dor na parte superior do abdómen, contacte o seu médico ou procure avaliação médica.

7.º mês da gravidez: a entrada no terceiro trimestre.

Começa o terceiro e último trimestre. O bebé ocupa cada vez mais espaço e é natural que algumas mudanças físicas se façam sentir com maior intensidade. Dormir confortavelmente pode tornar-se mais
difícil e algumas mulheres sentem falta de ar ligeira, especialmente com o crescimento do útero.

O que pode sentir:

Falta de ar ligeira, dificuldade em encontrar uma posição confortável para dormir, dores lombares, azia, maior frequência urinária e, em algumas mulheres, síndrome das pernas inquietas.

As almofadas de amamentação podem ser um bom aliado nesta fase para encontrar uma posição mais confortável durante o sono ou enquanto relaxa no sofá. Ver almofadas de amamentação

O que fazer agora?

É uma boa altura para começar a preparar a mala da maternidade com calma, em vez de deixar tudo para as últimas semanas.

Pode também começar a informar-se sobre os sinais de trabalho de parto, os procedimentos da maternidade onde pretende ter o bebé e as suas preferências para o parto.

👶 Explore os essenciais para a mala de maternidade disponíveis na Zippy e comece a organizar tudo ao seu ritmo. 👶

E uma nota importante: depois de começar a sentir regularmente os movimentos do bebé, deve estar atenta a alterações significativas no seu padrão habitual.

8º mês da gravidez: a contagem decrescente

Faltam poucas semanas. O bebé continua a crescer e a amadurecer, enquanto o corpo se prepara progressivamente para o nascimento. O desconforto físico pode aumentar e é perfeitamente compreensível começar a sentir uma vontade crescente de ter tudo preparado.

Algumas grávidas sentem também uma vontade acrescida de organizar a casa e preparar tudo para a chegada do bebé. Não há, no entanto, uma regra: cada mulher vive esta fase de forma diferente.

O que pode sentir:

Maior dificuldade de mobilidade, pressão pélvica, inchaço, azia, dificuldade em dormir e contrações de Braxton Hicks mais frequentes.

O que fazer agora?

Confirme que a mala da maternidade está pronta e reveja com o seu médico ou equipa de saúde:

  • os sinais de início do trabalho de parto;
  • quando deve dirigir-se à maternidade;
  • o que fazer se suspeitar de rotura das águas;
  • o seu plano de parto, se tiver elaborado um;
  • os contactos que deve utilizar em caso de dúvida ou urgência.

Se as contrações forem regulares e dolorosas, se houver perda de líquido ou sangue, ou se estiver antes das 37 semanas e suspeitar que está a entrar em trabalho de parto, contacte a equipa de saúde.

9.º mês da gravidez: a reta final

Chegou à reta final. O bebé está numa fase avançada de desenvolvimento e, à medida que se aproxima o
termo, o corpo prepara-se para o nascimento. Para muitas mulheres, esta fase é uma mistura de expectativa, entusiasmo, impaciência e algum desconforto.

O que pode sentir:

Maior pressão pélvica, dificuldade em encontrar uma posição confortável, necessidade frequente de urinar e contrações que, à medida que o trabalho de parto se inicia, podem tornar-se progressivamente mais regulares, intensas e próximas.

Quando o bebé desce para a pélvis, algumas mulheres sentem menos pressão na zona superior do abdómen ou uma melhoria da falta de ar. Outras não notam qualquer diferença.

O que fazer agora?

Tenha a mala da maternidade pronta, mantenha os contactos importantes acessíveis e certifique-se de que sabe quando e como contactar a sua maternidade ou equipa de saúde. Se suspeitar que entrou em trabalho de parto ou se houver perda de líquido, contacte a equipa que acompanha a gravidez para saber quais os próximos passos.

Quando contactar o médico ou procurar ajuda com urgência?

Existem situações que não devem esperar pela próxima consulta. Procure orientação médica rapidamente ou dirija-se aos serviços de urgência de acordo com a gravidade da situação se tiver:

  • hemorragia vaginal significativa;
  • dor abdominal ou pélvica intensa ou persistente;
  • perda de líquido pela vagina, sobretudo se suspeitar de rotura das águas;
  • contrações regulares e dolorosas antes das 37 semanas;
  • dor de cabeça muito forte, especialmente acompanhada de alterações da visão;
  • inchaço súbito e marcado, particularmente quando acompanhado por outros sintomas;
  • febre ou mal-estar importante;
  • dificuldade respiratória significativa ou dor no peito;
  • vómitos persistentes que não lhe permitem manter líquidos;
  • redução, ausência ou alteração do padrão habitual dos movimentos do bebé, depois de estes já serem sentidos regularmente.

Em caso de dúvida, é sempre preferível contactar um profissional de saúde. Não espere pela próxima consulta quando os sintomas forem intensos, súbitos ou diferentes do habitual.

Este guia não substitui o aconselhamento médico. É apenas um ponto de partida para a ajudar a perceber o que pode acontecer ao longo dos próximos meses e a sentir-se um pouco mais preparada para cada nova etapa. Porque, entre consultas, exames, mudanças no corpo, compras para o bebé e todas as perguntas que vão surgindo pelo caminho, não precisa de saber tudo de uma vez.

Um mês de cada vez. Uma semana de cada vez. E sempre acompanhada.