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Filosofia Big Me: o design pedagógico da Zippy que promove a autonomia das crianças

A filosofia Big Me traduz-se num design pedagógico, presente na roupa para crianças da Zippy, que ajuda as crianças a vestirem-se e calçarem-se sozinhas à primeira tentativa.

A comunicação Big Me tem a chancela do Professor de Pediatria e de Saúde Pública Mário Cordeiro que, na carta aberta que redigiu a todos os pais, explora a autonomia das crianças e o papel dos pais neste processo de aprendizagem.

Leia a carta do Dr. Mário Cordeiro e descubra, neste artigo, quais os atributos Big Me presentes na roupa e calçado Zippy que promovem a autonomia das crianças.

Filosofia Big Me: o design que promove a autonomia Filosofia Big Me: o design que promove a autonomia Filosofia Big Me: o design que promove a autonomia

O que é a Filosofia Big Me da Zippy

Está no nosso ADN simplificar o dia a dia das famílias, dando-lhe mais significado. É um propósito que continua vivo em tudo o que fazemos, até nos métodos que criamos para promover o desenvolvimento infantil.

É precisamente no encontro destes dois propósitos — o que nos trouxe até aqui, e o que estamos agora a construir — que nasce o Big Me: a nossa filosofia de marca que promove a autonomia das crianças através de um design pedagógico, presente nos nossos produtos, que lhes dá as ferramentas para que, à sua maneira, consigam vestir-se e calçar-se sozinhas. Simplificamos o dia a dia dos pais, sim — mas fazemo-lo ao investir no desenvolvimento da criança. Não é um conceito abstrato - traduzimo-lo em pormenores concretos, pensados ao detalhe, para que a hora de vestir deixe de ser uma fonte de fricção diária entre pais e filhos e passe a ser um momento de conquista para a criança.

Um design pensado para a autonomia: como funciona na prática

Cada atributo Big Me resolve uma dificuldade motora ou cognitiva muito concreta, própria da idade em que as crianças começam a querer (e a poder) vestir-se sozinhas:

  • Calças com mola disfarçada de botão — em vez do botão tradicional, difícil de manusear para dedos pequenos, as calças Big Me têm uma mola prática escondida sob um botão decorativo. A criança sente que está a "abotoar" como um adulto, mas o gesto é muito mais simples de executar.
  • Camisas, blusas e batas com a linha do 3.º botão em contraste — a casa correspondente ao terceiro botão é feita numa cor diferente de todas as outras, para que a criança identifique de imediato qual é o primeiro botão a apertar, sem confusão nem tentativa-erro.
  • Sapatilhas com desenhos nas palmilhas — semicírculos que só formam um círculo perfeito quando o sapato é calçado no pé correto, ajudando a criança a identificar sozinha o pé esquerdo e o direito.

Porque a autonomia é tão importante no desenvolvimento infantil

A ciência do desenvolvimento infantil dá razão à intuição de qualquer pai: a autonomia não é apenas uma conveniência prática, é um pilar do crescimento. Estudos na área da educação infantil — nomeadamente o trabalho dos especialistas Post e Hohmann, referências na pedagogia da primeira infância, mostram que a parentalidade que privilegia a autonomia está associada a resultados positivos consistentes: maior motivação, melhor performance académica, aprendizagem mais sólida, mais bem-estar emocional e um desenvolvimento mais forte de competências psicossociais.

Na prática, isto significa deixar a criança tomar a iniciativa, ouvir e considerar a sua perspetiva, e guiá-la no processo de decisão (em vez de o controlar por ela). É exatamente aqui que entra o papel da Zippy: adequar os produtos à realidade e às necessidades reais das crianças, para que cada uma aprenda a vestir-se de forma autónoma através de um design consciente, e não apesar da falta dele.

Quem é o Dr. Mário Cordeiro, e porque a sua visão está na base da campanha Big Me

O Dr. Mário Cordeiro é Professor de Pediatria e de Saúde Pública, e uma das vozes mais respeitadas em Portugal quando se fala de desenvolvimento infantil e parentalidade. Ao longo da sua carreira, tem defendido uma ideia central: os pais, educadores e todos os que acompanham uma criança devem estimular e permitir o erro, analisá-lo e debatê-lo com ela — para que, da próxima vez, a criança não caia na mesma "armadilha", mas sim aprenda, sozinha, a resolvê-la.

É precisamente esta visão que dá corpo à filosofia Big Me da Zippy. Por isso, convidámos o Dr. Mário Cordeiro a assinar uma carta aberta a todos os pais porque queria que a campanha tivesse, na sua base, não apenas uma boa ideia de design, mas também uma chancela científica e clínica séria sobre autonomia infantil. A carta acima não é um texto de marketing — é o ponto de vista de um especialista sobre um dilema que todos os pais reconhecem: o equilíbrio entre proteger e deixar crescer. Leia-a:

Carta Aberta

Autonomia, pelo Dr. Mário Cordeiro

«Despaaaacha-te!!!!» - sim, com muitos «às» e muitos pontos de exclamação, repetido até à exaustão. Pode ocorrer de manhã (de madrugada, para muita gente), à tarde, à saída da escola ou antes do banho, no banho, após o banho, antes do jantar, ao jantar e depois do jantar, e até ao ir para a cama. «Despaaaacha-te!!!!» (trinta segundos para cada um de nós pensar – e não é necessário revelar o resultado do pensamento, para não nos sentirmos «seres horríveis» – quantas vezes já proferimos esta palavra, com esta entoação e, claro, dirigida aos nossos filhos). Com razão ou sem razão? Bom, isso é uma conversa que nos levaria longe mas, porventura, não nos conduziria a lado nenhum.

«Estes nossos filhos parece que não sabem fazer nada por eles» – dirão muitos – «temos de ser sempre nós a fazer tudo!» E alguns acrescentam, profetas da desgraça ou videntes de feira: «Que mundo nos espera! Onde é que isto vai parar! Nem sequer sabem vestir-se ou calçar-se sozinhos!».

É o momento de relembrar uma palavrinha que existe no dicionário: «autonomia», que vem da junção de duas palavras do grego antigo: «auto», que significa «de si mesmo», e «nomos», que significa «lei». No fundo, a expressão quer dizer literalmente «aquele que estabelece as suas próprias leis», ou de uma forma mais coloquial, a «capacidade de uma pessoa de tomar uma decisão não forçada».

Os nossos filhos começam o seu processo de autonomia no momento em que lhes é cortado o cordão umbilical e se adaptam à vida extrauterina. É um processo, não é um momento, e como qualquer processo humano durará a vida toda. Todavia, é na primeira década da vida que a autonomia se adquire e desenvolve com mais ênfase.

Nós, pais, vivemos numa enorme ambivalência: por um lado, desejamos que os nossos filhos sejam autónomos; mais, incentivamos essa autonomia, desde os primeiros meses, quando os estimulamos a sentar, a andar, a comerem pela sua mão; por outro lado, temos receio de que essa autonomia descambe em independência e eles comecem, como diz a tradução acima, «a estabelecerem as suas próprias leis» no sentido de nos dispensarem, de nos descartarem. É a luta do «despaaaacha-te!!!!» contra o «ainda bem que precisas de mim!», e esta última vertente leva a que se hiperprotejam as crianças, designadamente no que toca à escolha de vestuário ou calçado, sendo nós quem os veste, em idades em que eles já podem (e devem) começar a fazê-lo com… autonomia.

Como em (quase) tudo, no meio é que está a virtude. Devemos, toda a vida, estar disponíveis para os nossos filhos, mas ao mesmo tempo ir soltando as amarras e deixando-os, progressivamente, partir em demanda de novos horizontes: os seus próprios horizontes. Temos de ser âncoras, boias, arrimos, portos seguros onde eles podem fundear quando necessário, mas não cabos que os prendem e não os deixam zarpar rumo ao futuro.

Este processo, de gestão da autonomia dos nossos filhos, é difícil, complicado, gera dúvidas e questões, e tantas e tantas vezes nos interrogamos se estamos a fazer o mais correto: se eles se devem «despachaaaaaar» ou se nós é que temos de entender que ainda não têm idade para isso e que lhes temos de fazer tudo. Quando a parentalidade nos coloca este dilema, é bom acalmar, contar até dez, ou cinquenta, ou cem… delinear um rumo e uma velocidade para esse rumo, quantos passos e como os vamos dar, sem pressa, mas com decisão, e sabe tão bem, mesmo tão bem, quando alguém nos apoia, nos facilita a vida, nos fornece os elementos que nos podem, no difícil e complicado quotidiano que é a nossa vida, facilitar a tarefa e, quase por milagre, de uma forma lúdica e divertida, eles, os nossos filhos, ganharem a autonomia, por exemplo no vestir, no calçar, no cuidar, sem que tudo isto tenha de ser uma luta, um cansaço e nos quedemos extenuados.

Quando é o caso, podemos respirar fundo e substituir a frase «despaaaacha-te!!» por uma muito mais positiva e evolutiva: «que bom que é termos filhos autónomos!».