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Dia Mundial da Saúde Mental: a importância de validar as emoções das crianças e dos pais

O Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado a 10 de outubro, é um convite para refletirmos sobre a importância do bem-estar emocional em todas as fases da vida.

Na Zippy, acreditamos que cuidar da saúde mental começa cedo e que envolve tanto as crianças como os pais.

Por isso, criámos 6 personagens imaginárias – os monstros das emoções -, desenvolvidas em parceria com o professor e pediatra Dr. Mário Cordeiro, que têm por objetivo ajudar famílias a reconhecer, nomear e validar emoções.

Além disso, em 2021, juntámo-nos à Fundação do Gil para construir uma Clínica de Saúde Mental Infantil. Com as vendas da “Coleção Imaginária”, angariámos os fundos necessários que a Fundação necessitava para que pudesse criar a Clínica do Gil: um espaço pioneiro em Portugal que oferece acompanhamento especializado a crianças e jovens, promovendo o equilíbrio emocional desde os primeiros anos de vida.

O papel das emoções na infância

As emoções são o alicerce do desenvolvimento emocional e social das crianças, bem como da sua personalidade. Reconhecer sentimentos como a raiva, felicidade, tristeza, calma, medo e vergonha ajuda-as a compreender o que sentem e a expressarem-se de forma saudável.

Os monstros das emoções da Zippy dão rosto e voz a essas emoções, tornando-as tangíveis e fáceis de identificar. Assim, as crianças aprendem a reconhecer o que estão a sentir e os pais ganham uma ferramenta poderosa para conversar sobre isso. Todavia, sabemos que, por vezes, pode ser difícil para as crianças explicar o que sentem (e, para os pais, saber por onde começar essa conversa).

Por isso, aquando do desenvolvimento dos nossos 6 monstros das emoções, criámos ainda um conjunto de ferramentas facilitadoras do diálogo emocional, pensadas para estimular e ajudar na compreensão e na gestão dos sentimentos, de forma mais simples e natural.

Mas não nos podemos esquecer das emoções na parentalidade...

Falar de saúde mental na infância é também falar sobre os pais e cuidadores - porque o equilíbrio emocional das crianças começa, muitas vezes, no exemplo que encontram em casa.

A parentalidade é feita de amor, mas também de dúvidas, medos e frustrações. Há dias de cansaço, momentos de culpa, situações que nos fazem duvidar de nós próprios... e está tudo bem.

Emoções como a raiva, a tristeza ou medo, podem surgir às vezes e não fazem de ninguém um “mau pai” ou uma “má mãe”: fazem de nós humanos.

Validar estas emoções nos adultos é tão importante quanto nas crianças. Quando os pais se permitem reconhecer o que sentem, tornam-se mais disponíveis e empáticos. Ao mostrarem vulnerabilidade, ensinam os filhos que todas as emoções são válidas e que a calma, a alegria e o equilíbrio surgem quando lhes damos espaço para existir.

Cuidar da saúde mental parental é, por isso, um gesto de amor familiar. É entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de consciência; que parar um pouco não é desistir, é recomeçar com mais presença; e que cuidar de si é o primeiro passo para cuidar dos outros.

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